







P. Nelson Faria, sj
Vozes
Paulo Moura Lopes
Madalena Oliveira
«(CD) Chameleon» © Direitos de autor reservados Appe ID (iTunes)
Hoje é dia dezoito de dezembro, segunda-feira, segundo dia da novena do Natal.
São tantas as vezes em que a insegurança
parece maior que a confiança,
em que a desconfiança parece ter mais força que o amor.
Entrega-te ao embalo de Deus,
que te leva ao movimento certo.
Começa a tua oração
rezando com Daniel Faria:
«Houvesse um sinal a conduzir-nos
E unicamente ao movimento de crescer nos guiasse. Termos das árvores
A incomparável paciência de procurar o alto
A verde bondade de permanecer
E orientar os pássaros».
Escuta esta leitura do livro de Jeremias.
Jer 23, 5-8
«Dias virão — diz o Senhor —
em que farei surgir para David um rebento justo.
Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria:
há-de exercer no país o direito e a justiça.
Nos seus dias, Judá será salvo
e Israel viverá em segurança.
Este será o seu nome:
‘O Senhor é a nossa justiça’.
Por isso, dias virão — oráculo do Senhor —
em que já não se dirá:
‘Vive o Senhor,
que fez sair os filhos de Israel da terra do Egipto’;
mas sim ‘Vive o Senhor,
que fez sair e regressar os descendentes da casa de Israel
da região do norte
e de todos os países em que os tinha dispersado,
para poderem habitar na sua própria terra’».
O Senhor, através de Jeremias, recorda ao seu povo que Ele faz parte do seu futuro, que não é somente o Deus do passado. Tu pertences a uma história que começou antes que nascesses e que se prolongará no tempo: a história da salvação do nosso Deus, que veio para que tenhamos vida e nunca nos abandona. Qual o teu lugar nesta história? Que futuro imaginas para ti na história da salvação?
Uma árvore cresce tão mais saudável quanto mais fundas sejam as suas raízes. Na Vigília no Parque Tejo, o Papa Francisco partilhou connosco quais as raízes da nossa alegria. Escuta-o.
«A alegria que temos, houve outros que nos prepararam para a receber. Olhemos em retrospetiva tudo o que recebemos; tudo isso predispôs o nosso coração para a alegria. Todos nós, se olharmos para trás, veremos pessoas que foram um raio de luz na nossa vida: pais, avós, amigos, sacerdotes, religiosos, catequistas, animadores, professores… São como que as raízes da nossa alegria. Façamos agora um momento de silêncio, e cada qual pense nas pessoas que nos deram algo na vida, naqueles que são como que as raízes da alegria.»
Toda a raiz precisa de água. E a água que apaga as sedes da nossa vida não é outra que o agradecimento. Acolhe a sugestão do Papa Francisco e recorda as pessoas que são as raízes da tua alegria. E agradece!
Ninguém se salva sozinho. Fazemos parte de uma cadeia de testemunhas que se prolonga no tempo, e que tem a sua origem no nascimento de um menino, em Belém. As raízes da nossa fé encontram-se no Presépio.
Agora que a tua oração chega ao fim, coloca-te diante de Jesus e pede-lhe a graça de seres mais um elo nessa cadeia de testemunhas. Pede-lhe a graça de te tornares, também tu, raiz da alegria dos outros.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.