







Rui Vasconcelos
Vozes
Inês Almeida
João Chaves
Seleção de Músicas
Maria Portela
«The art of the lute player (2009)» © Direitos de autor reservados Appe ID (iTunes)
Hoje é dia treze de janeiro, terça-feira da primeira semana do Tempo Comum.
Rezar é escolher colocar os dois pés do lado de Deus. Pode ser apenas por alguns momentos, mas esta escolha tem sempre consequências. Agradece ao Senhor a escolha que acabas de fazer… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos.
Mc 1, 21-28
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga
e começou a ensinar,
todos se maravilhavam com a sua doutrina,
porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.
Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro,
que começou a gritar:
«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder?
Sei quem Tu és: o Santo de Deus».
Jesus repreendeu-o, dizendo:
«Cala-te e sai desse homem».
O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.
Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros:
«Que vem a ser isto?
Uma nova doutrina, com tal autoridade que até manda nos espíritos impuros
e eles obedecem-lhe!».
E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
As passagens do Evangelho de Marcos sucedem-se de um modo intenso: o batismo de Jesus, o anúncio do Reino, o chamamento dos primeiros discípulos, o ensino na sinagoga, o poder sobre os espíritos impuros… São sinais de uma realidade nova a advir, no entrecruzamento entre as palavras, os gestos e as relações.
O Evangelho é mais do que uma doutrina moral ou devocional. Bem escutado, provoca no íntimo a ruptura e o sacrifício de todas as formas de egoísmo e de pecado. Estas formas, com o passar do tempo, tendem a confundir-se com a imagem que temos da nossa própria identidade.
Acolhes o desafio deste combate, o único que importa?
Na sinagoga de Cafarnaum, encontras o povo que admira, Jesus que ensina e o homem de espírito impuro que grita. Que cada um deles te conduza para o teu lugar, o drama da salvação.
"Que tens tu a ver comigo, Jesus Nazareno? Vieste para me perder ou para me salvar? E que vem a ser este ensinamento, esta boa notícia plena de autoridade?".
Termina a tua oração conversando com Jesus sobre as perguntas que a sua palavra faz despertar em ti, perguntas que te colocam no caminho da liberdade.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.