







Rui Vasconcelos
Vozes
Rui Estêvão
Ana Pires
Seleção de Músicas
Marta Saraiva
«John Dowland - Lute songs, Lute music» © Direitos de autor reservados a Magnatune
Hoje é dia dezanove de janeiro, segunda-feira da segunda semana do Tempo Comum.
Deus é uma presença constante na vida de quem reza. Hoje, faz da tua oração um tempo para tomares consciência desta presença de Deus na tua vida. Diz ao Senhor: «A tua mão me serve de amparo»… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos.
Mc 1, 18-22
Os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum.
Vieram perguntar a Jesus:
«Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus
e os teus discípulos não jejuam?».
Respondeu-lhes Jesus:
«Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles?
Enquanto têm o noivo consigo, não podem jejuar.
Dias virão em que o noivo lhes será tirado;
nesses dias jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho,
porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos,
porque o vinho acaba por romper os odres e perdem-se o vinho e os odres.
Para vinho novo, odres novos».
Dois grupos muito diversos se interrogam: os discípulos de João Batista e os fariseus. Porque jejuar? Porque não jejuar? Está em causa, não apenas o que fazes, mas porque o fazes. Jesus está contigo, mas não o podes reter: pertence-te na medida em que o procuras, em que segues o teu desejo.
Um noivado não é um remendo na vida de alguém: transforma, de modo radical, a sua identidade, mesmo que tais mudanças se revelem gradualmente no quotidiano. Assim acontece com a Humanidade, à luz do mistério de Jesus: ainda que tal possa não ser evidente aos teus olhos, a tua vida está selada numa nova e definitiva aliança.
Um diálogo, uma pergunta feita a Jesus, uma pergunta feita por Jesus: aí está a passagem evangélica deste dia. Que estas perguntas suscitem em ti o caminho da procura, do compreender e do acreditar.
“Para vinho novo, odres novos”: mas o que vem primeiro, o vinho ou os odres? O vinho, naturalmente, fruto novo da graça e da bondade. Mas o vinho só é recebido num odre preparado, a fim de o saborear. Liberdade e seguimento, dom e exigência: quão alta é a fasquia da vida cristã, que os anjos somente podem contemplar.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.