







Rui Vasconcelos
Vozes
Rui Estêvão
Ana Pires
Seleção de Músicas
Marta Saraiva
«Quand Renaît Le Matin» © Direitos de autor reservados a Apple ID (iTunes)
Hoje é dia vinte e um de janeiro, quarta-feira, memória litúrgica de Santa Inês, martirizada no ano 304, em Roma.
Rezar liberta-te, porque te ajuda a entender que nenhum dos teus medos ou dos teus pecados é maior do que o amor de Deus… E se Deus está do teu lado, quem poderá acorrentar a tua liberdade? Hoje, diz ao Senhor: “Meus Deus, libertaste a minha alma da mansão da morte”… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo são Marcos.
Mc 3, 1-6
Jesus entrou de novo na sinagoga,
onde estava um homem com uma das mãos atrofiada.
Os fariseus observavam Jesus
para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-lo.
Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada:
«Levanta-te e vem aqui para o meio».
Depois perguntou-lhes:
«Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?».
Mas eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação
e entristecido com a dureza dos seus corações,
disse ao homem:
«Estende a mão».
Ele estendeu-a e a mão ficou curada.
Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos
para deliberarem como haviam de acabar com Ele.
A tensão latente ao longo dos episódios evangélicos converte-se agora em rutura: a identidade messiânica de Jesus é rejeitada pelos intérpretes religiosos oficiais. O seu silêncio recorda que “tirar a vida” não consiste apenas numa ação propositada, mas também na demissão ou omissão em fazer o bem, em salvá-la.
A mão é o órgão das ações, dos comportamentos, das obras. Ao sétimo dia da criação Deus descansa, abrindo um espaço de liberdade e resposta à aliança. Os espaços e os tempos da experiência religiosa existem para recordar este mandamento fundamental, esta vocação humana a colaborar com o projeto divino.
Um tempo de oração como este é para ti um sábado, um momento litúrgico: que a escuta da palavra evangélica te oriente sempre para o serviço do bem.
“Levanta-te e vem aqui para o meio”. Os olhares da multidão intimidam. Tanto são de juízo como de expectativa. Não assim diante do Senhor. O seu olhar é puro, suave, terno. É de pé que se presta o testemunho, é no meio da assembleia que és chamado a proclamar o louvor do Senhor.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.