







Rui Vasconcelos
Vozes
Rui Estêvão
Ana Pires
Seleção de Músicas
Marta Saraiva
«Naked Byrd Two» © Direitos de autor reservados a Signum Records
Hoje é dia vinte e dois de janeiro, quinta-feira da segunda semana do Tempo Comum.
A oração é o modo mais simples de cresceres na amizade com Deus. Sem diálogo, não há amizade. O diálogo com Deus chama-se oração. Hoje, diz ao Senhor: «Meu Deus, desde a aurora vos procuro. A minha alma tem sede de vós”… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos.
Mc 3, 7-12
Jesus retirou-se com os seus discípulos a caminho do mar
e acompanhou-o uma numerosa multidão que tinha vindo da Galileia.
Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia
e dos arredores de Tiro e de Sidónia,
veio ter com Jesus uma grande multidão,
por ouvir contar tudo o que Ele fazia.
Disse então aos seus discípulos que lhe preparassem uma barca,
para que a multidão não o apertasse.
Como tinha curado muita gente,
todos os que sofriam de algum padecimento
corriam para Ele, a fim de lhe tocarem.
Os espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam:
«Tu és o Filho de Deus».
Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.
A Jesus acorre uma multidão que vai além da Galileia, buscando ouvi-lo e tocá-lo. Parece que o Senhor já não controla o seu destino: a sua fama, os sinais que realiza convergem para Ele. Tornou-se um centro de atração irresistível. Um centro que se dilata, inexoravelmente, até atingir todos os confins do Mundo.
Não são os sinais extraordinários, os milagres e multidões que revelam o mistério de Jesus, mas sim a barca, a comunidade dos discípulos. Todos buscam tocar o Senhor, todos buscam uma vida liberta e sanada: mas somente no seguimento se compreende como tal libertação acontece, não na força, mas na debilidade, a debilidade da cruz.
A multidão, o mar, as regiões, a barca, os discípulos, os espíritos impuros: uma convergência de atores e personagens em torno de um centro, Jesus. É a boa notícia da sua identidade filial que buscas, em cada passo evangélico que escutas.
“Tu és o Filho de Deus”. E como esta profissão de fé, núcleo vibrante da vida cristã, é silenciada por ordem do Senhor. O testemunho é qualificado quando à verdade das palavras corresponde a verdade dos meios e das vidas que as enunciam. Somente o Espírito do Crucificado pode conduzir à verdade plena.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.