







Rui Vasconcelos
Vozes
Rui Estêvão
Ana Pires
Seleção de Músicas
Marta Saraiva
«German music for Viols and Harpsichord» © Direitos de autor reservados a Magnatune
Hoje é dia vinte e três de janeiro, sexta-feira da segunda semana do Tempo Comum.
Olha à tua volta e deixa o Senhor mostrar-te o muito que podes fazer para tornar o mundo melhor. Diz-lhe com confiança: “Meu Deus, em vós ponho a minha esperança… e não serei confundido”… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos.
Mc 3, 13-19
Jesus subiu a um monte.
Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se.
Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar,
com poder de expulsar demónios.
Escolheu estes doze:
Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago,
aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»;
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé,
Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu e Judas Iscariotes, que depois o traiu.
Doze são os chamados por Jesus do seio daqueles que o seguem. Também os Doze buscam, como a multidão, escutar a palavra do Senhor e reconhecer os seus sinais. Não são uma elite, não são perfeitos, não são uma casta sacerdotal. São colaboradores no anúncio do Reino. A sua missão primordial é andar com Jesus, testemunhar os seus feitos memoráveis.
Doze nomes próprios, doze percursos diferentes, de que poucos indícios conhecemos. Não se refere o seu curriculum. Do que sabemos, não são peritos da escritura nem observantes fiéis da lei. O texto prediz já a sombra de uma traição futura. Nem tudo será irrepreensível nesta história. O fundamental é que serão uma comunidade, a comunidade de Jesus.
Um texto sobre um chamamento: eis a passagem evangélica do dia de hoje. Fala-te dos primeiros pais na fé. Sobre esta tradição, sobre estas pedras repousa uma herança que te conduz ao Infinito.
“A quem pôs um nome”: uma nova identidade, uma nova missão, uma nova história. Que não anula a herança do passado: nascer de novo é nascer do Alto, não do zero. O chamamento é livre e soberano, ninguém fornece os motivos ou razões ao Senhor. Mas a resposta também é livre e soberana: o Senhor chama entre aqueles que o seguem, que o buscam, que o procuram.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.