







Odete Alves
Vozes
Ângela Roque
Luís Pereira Coutinho
Seleção de Músicas
Tiago Morin
«Instrumental CD 2» © Direitos de autor reservados a Ateliers et Presses de Taizé
Hoje é dia doze de fevereiro, quinta-feira da quinta semana do Tempo Comum.
Para lá das tuas preocupações, agora é tempo para dares lugar ao Senhor. Fica na sua presença, escuta a sua Palavra e deixa que esta seja luz para os teus caminhos. Com este desejo, começa a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos.
Mc 7, 24-30
Jesus dirigiu-se para a região de Tiro e Sidónia.
Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse.
Mas não pôde passar despercebido,
pois logo uma mulher, cuja filha tinha um espírito impuro,
ao ouvir falar d’Ele, veio prostrar-se a seus pés.
A mulher era pagã, siro-fenícia de nascimento,
e pediu-lhe que expulsasse o demónio de sua filha.
Mas Jesus respondeu-lhe:
«Deixa primeiro que os filhos estejam saciados,
pois não está certo tirar o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos».
Ela, porém, disse:
«Senhor, também é verdade que os cachorrinhos
comem debaixo da mesa as migalhas das crianças».
Então Jesus respondeu-lhe:
«Dizes muito bem. Podes voltar para casa, porque o demónio já saiu da tua filha».
Ela voltou para casa e encontrou a criança deitada na cama.
O demónio tinha saído.
Jesus sensibiliza-se com uma mulher estrangeira e pagã, para quem insignificantes migalhas podem saciar a fome de esperança dos mais pobres e dos mais pequenos. Na vida não existem apenas filhos-herdeiros com direitos; existem também filhos-necessitados que precisam de ser acolhidos.
Na tua relação com Deus tem mais lugar a exigência de direitos ou a consciência da tua pequenez?
A mulher do Evangelho não pede mais do que as migalhas, aceitando ficar no lugar dos cachorrinhos, debaixo da mesa.
Ninguém gosta de renunciar ao seu orgulho. Contudo, ser humilde significa compreender que há algo mais importante do que o próprio orgulho: a humildade que tudo alcança.
Escuta de novo o Evangelho e deixa-te envolver pela humildade e confiança desta mulher que, sem medo nem vergonha, coloca diante de Jesus toda a sua pobreza e pequenez.
Com sentimentos de profunda gratidão, reconhece, na tua pequenez e pobreza, a generosidade de Deus nos dons que te oferece… Suplica-lhe que não cedas à tentação da autoglorificação, mas que saibas alegrar-te com os dons recebidos, sabendo apreciá-los e colocá-los ao serviço dos irmãos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.