







Aleluia Ribeiro Teles
Vozes
Cristina Seixas
Mário Henrique Gomes
Seleção das Músicas
Davide Barros
«2025» © Direitos de autor reservados Appe ID (iTunes)
Hoje é dia sete de março, sábado da segunda semana da Quaresma.
Durante alguns momentos, inspira profundamente e expira devagar. Sente o teu corpo e deixa que ele sintonize com o que desejas: ficar disponível para Deus, escutando e meditando a sua palavra. Começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas.
Lc 15, 11-32
Jesus disse-lhes a seguinte parábola:
«Certo homem tinha dois filhos.
O mais novo disse ao pai:
"Pai, dá-me a parte da herança que me toca".
O pai repartiu os bens pelos filhos.
Alguns dias depois, o filho mais novo,
juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante
e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.
Tendo gasto tudo,
houve uma grande fome naquela região
e ele começou a passar privações. (…).
Então, caindo em si, disse:
"Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância,
e eu aqui a morrer de fome!
Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe:
Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho,
mas trata-me como um dos teus trabalhadores".
Pôs-se a caminho e foi ter com o pai.
Ainda ele estava longe, quando o pai o viu:
encheu-se de compaixão
e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
Disse-lhe o filho:
"Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho".
Mas o pai disse aos servos:
"Trazei depressa a túnica mais bela e vesti-lha.
Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
Trazei o vitelo gordo e matai-o.
Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi reencontrado".
A parábola do filho pródigo é o retrato mais terno de Deus. Um Pai que não espera explicações, corre e abraça. Não há pecado que apague o amor, nem distância que o canse. A misericórdia é casa que nunca se fecha, onde todos têm lugar, mesmo os que partiram há muito tempo.
O filho mais velho também precisa de voltar. Não ao Pai, mas ao amor que esqueceu. A inveja e o juízo afastam mais do que a distância. A verdadeira conversão é aprender a alegrar-se com o bem do outro, a entrar na festa que o amor prepara para todos.
“Este meu filho estava morto e voltou à vida”.
Escuta esta frase como um convite. A alegria de Deus é ver renascer quem estava longe. É festa que nunca se cansa.
Pede ao Pai que te ensine a ter um coração como o seu: capaz de correr, de abraçar e de recomeçar. Que saibas acolher quem regressa e alegrar-te com o perdão dado a outros. A misericórdia é a herança que Deus mais deseja partilhar contigo – e nunca se esgota.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.