







Ana Carolina Patrício
Pedro Travanca
Vozes
Armanda Martins
Rui Ramos
Seleção das Músicas
Fernando Fernandes
«The Twisting of the Rope» © Direitos de autor reservados Appe ID (iTunes)
Hoje é dia dez de março, terça-feira da terceira semana da Quaresma.
Pede ao Senhor para nunca perderes a fé na sua presença, sobretudo naqueles dias em que esta presença te parece uma ilusão sem sentido. Agradece-lhe o seu amor sem falhas… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus.
Mt 18, 21-35
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe:
«Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe?
Até sete vezes?»
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei
que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar,
o senhor mandou que fosse vendido,
com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’.
Cheio de compaixão,
o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo:
‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender,
até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes
e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque me pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?’
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos,
até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste,
se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».
O perdão é um exercício de amor. Não se resume a calcular perdas ou dar apenas o necessário. Não é pesar cada caso, nem cada pessoa.
Como é para ti na prática? É mais fácil perdoar quando és capaz de quantificar o impacto da ofensa?
Perdoar é também fazer as pazes com a tua própria história. Pensa em momentos, no passado, para os quais procuras uma explicação porque ainda provocam em ti revolta e inquietação. Aproveita este tempo de Quaresma para encontrares a paz junto de Deus.
Volta de novo ao Evangelho e repara na atitude do servo após lhe ser restaurada a liberdade e perdoada a dívida. Pensa no que fazes com as segundas oportunidades que Deus te dá.
Termina a tua oração a recordar as palavras do Papa Leão XIV: “Perdoar não é negar o mal, mas vencer com o amor. O perdão liberta quem o dá, dissolve o ressentimento, restabelece a paz e devolve-nos a nós próprios".
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.