







P. Marco Cunha, sj
Vozes
Gabriela Cruz
Rui Teigão
Seleção das Músicas
Marta Saraiva
«Live in Concert (2010)» © Direitos de autor reservados Appe ID (iTunes)
Hoje é dia catorze de abril, terça-feira da segunda semana do Tempo Pascal.
Hoje, deixa que a tua oração seja um tempo particularmente dedicado a reviver a alegria pascal, que o passar dos dias vai esbatendo. Escolhe uma palavra ou pequena frase que te ajude a renovar a tua fé em Jesus ressuscitado, vai-a repetindo… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do livro dos Atos dos Apóstolos.
At 4, 32-37
A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma;
ninguém considerava seu o que lhe pertencia,
mas tudo entre eles era comum.
Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus
com grande poder e gozavam todos de muita simpatia.
Não havia entre eles qualquer necessitado,
porque todos os que possuíam terras ou casas
vendiam-nas e traziam o produto das vendas,
que depunham aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.
José, um levita natural de Chipre, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé – que quer dizer «Filho da Consolação» – possuía um campo.
Vendeu-o e trouxe o dinheiro, que depositou aos pés dos Apóstolos.
Um grande sinal da vida em Cristo é a comunhão entre nós. Na leitura de hoje vemos como a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Às vezes pensamos que a salvação está na nossa virtude pessoal, mas o grande sinal da santidade que nos é apresentado está na atenção que damos aos nossos irmãos e irmãs.
Já pensaste nisto? Preocupas-te com a salvação dos outros ou só com a tua?
No Antigo Testamento há uma história fascinante que te pode ajudar: Caim e Abel. Deus pergunta a Caim onde está Abel e ele responde: “Serei eu guardião do meu irmão?” – Sim, és responsável pelos teus irmãos e irmãs. Muitas vezes pensamos que não nos dão o que merecemos, mas já pensaste que podes não estar a dar aos outros o que eles precisam para o caminho da comunhão?
Escuta de novo o texto dos Atos dos Apóstolos. Repara como na comunidade primitiva não havia necessitados, porque todos cuidavam uns dos outros.
Na tua vida haverá alguém que precise da tua atenção? Haverá alguém que precise dum gesto de amor da tua parte?
Termina este tempo de oração oferecendo a tua vida pelos que mais precisam. Mesmo que não conheças essas pessoas. Diz ao Senhor: “Ofereço a minha vida pela salvação de todos”. Sentes que dizer isto faz sentido? Deixa-te ficar em diálogo com o Senhor.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.