







Pedro Gil
Vozes
Maria Archer
Luís Santos
Seleção das Músicas
Miguel Silva
«Mane Nobiscum» © Direitos de autor reservados a Ateliers et Presses de Taizé
Hoje é dia vinte e um de abril, terça-feira da terceira semana do Tempo Pascal.
Deixa, por momentos, as tuas preocupações. Deixa tudo o que te possa impedir de ficares tranquilamente na presença do Senhor. Agradece-lhe esta oportunidade de fazeres d'Ele a referência do teu dia… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do livro dos Atos dos Apóstolos.
At 7, 51 – 8, 1a
Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos escribas:
«Homens de dura cerviz, incircuncisos de coração e de ouvidos,
sempre resistis ao Espírito Santo.
Como foram os vossos antepassados, assim sois vós também.
A qual dos Profetas não perseguiram os vossos antepassados?
Eles também mataram os que predisseram a vinda do Justo,
do qual fostes agora traidores e assassinos,
vós que recebestes a Lei pelo ministério dos Anjos e não a tendes cumprido».
Ao ouvirem estas palavras,
estremeciam de raiva em seu coração e rangiam os dentes contra Estêvão.
Mas ele, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu,
viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou:
«Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus».
Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos;
depois atiraram-se todos contra ele,
empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.
As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo.
Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo:
«Senhor Jesus, recebe o meu espírito».
Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte:
«Senhor, não lhes atribuas este pecado».
Dito isto, expirou.
Saulo estava de acordo com a execução de Estêvão.
Estêvão impressiona por ser tão destemido. Embora Jesus já não estivesse com eles como antes, quando a sua presença física guiava e fortalecia, Estêvão encontra no coração a força para dizer a verdade, rejeitar a violência e perdoar quem o persegue.
Como podes traduzir na tua vida a coragem de Estêvão?
Saulo impressiona pela insensibilidade: jovem, fanático, cúmplice na morte de um homem bom e não violento. A futura conversão não apaga a gravidade do que fez.
Pensando em Saulo, talvez reconheces algumas sombras negras no teu passado. Mas também deves reconhecer que Deus nunca desistiu de ti, como não desistiu de Saulo.
Escuta de novo o texto dos Atos dos Apóstolos.
Os inícios da fé cristã foram de compromisso e risco. Mais do que Saulo e Estêvão, deixa-te impressionar por Deus, que não desiste de conduzir a história rumo à vida eterna.
Há um ano, chorámos a morte do Papa Francisco. Pouco antes, resumiu assim o seu pontificado: “Como Papa, eu quis encorajar a nossa pertença “primeiro” a Deus (…). Vejo claramente que o Senhor nos chama a sair de nós mesmos, a levantar-nos e caminhar".
Pertencendo a Deus, serás como Estêvão, Saulo e Francisco.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.