





Gonçalo Aguiar
Vozes
Carolina van Halderen
Rui Estêvão
Seleção das Músicas
Cristina e Dírio
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Hoje é dia dezanove de agosto, quarta-feira da vigésima semana do Tempo Comum.
Acolhe com generosidade a graça deste momento e dispõe-te a escutar o Senhor
e a falar-lhe daquilo que levas no coração: as tuas alegrias, as tuas preocupações maiores, aqueles que amas e aqueles que ainda não consegues amar… e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus.
Mt 20, 1-16a
Jesus disse aos seus discípulos a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário,
que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha.
Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha.
Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes:
‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’.
E eles foram.
Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo.
Saindo ao cair da tarde,
encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes:
‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’.
Eles responderam-lhe:
‘Ninguém nos contratou’.
Ele disse-lhes:
‘Ide vós também para a minha vinha’.
Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz:
‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário,
a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’.
Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um.
Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais,
mas receberam também um denário cada um.
Depois de o terem recebido,
começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:
‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós,
que suportámos o peso do dia e o calor’.
Mas o proprietário respondeu a um deles:
‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo?
Leva o que é teu e segue o teu caminho.
Eu quero dar a este último tanto como a ti.
Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?
Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’.
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».
O dono da vinha sai várias vezes ao encontro de quem está parado. Deus também vem ao teu encontro, nos diferentes momentos da tua vida.
Consegues reconhecer o seu chamamento? Tens estado distraído ou atento ao que Ele te propõe?
Todos recebem o mesmo, independentemente do tempo de trabalho. Deus não mede como tu.
Como reages quando te comparas com os outros? Consegues aceitar que Deus é livre e generoso para além dos teus critérios?
Escutando de novo o Evangelho, coloca-te na posição dos últimos a serem chamados. Passaram todo o dia parados, mas no fim não só foram acolhidos, como também reconhecidos.
Fala com Deus com simplicidade. Apresenta-lhe as tuas comparações e expectativas. Pede-lhe um coração mais livre, capaz de confiar na sua bondade e alegrar-se com o bem dos outros.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.