



P. António Sant'Ana, sj
Vozes
Paulo A. Santos
Maria Sant'Ana
Seleção das Músicas
Miguel Silva
«After Hours» © Direitos de autor reservados a Appe ID (iTunes)
Hoje é dia onze de setembro, sexta-feira da vigésima terceira semana do Tempo Comum.
Aproveita estes momentos iniciais da tua oração para apresentares a Deus o desejo ou a preocupação que mais te ocupa neste momento. Deixa que o Senhor te acolha como és, sem máscaras nem disfarces… E começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas.
Ev Lc 6, 39-42
Jesus disse aos discípulos a seguinte parábola:
«Poderá um cego guiar outro cego?
Não cairão os dois nalguma cova?
O discípulo não é superior ao mestre,
mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre.
Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista
e não reparas na trave que está na tua?
Como podes dizer a teu irmão:
‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’,
se tu não vês a trave que está na tua?
Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista
e então verás bem
para tirar o argueiro da vista do teu irmão».
Jesus convida-te a refletir sobre a forma como olhas aqueles que te rodeiam. Se não usas de misericórdia, corres o risco de estar tão atento aos defeitos do outro que te tornas cego ao bem.
O teu olhar é maldizente, ou elogia o bem que acontece à tua volta?
Dizia o Papa Francisco que cada mudança fecunda e positiva deve começar nos indivíduos. Caso contrário, não haverá mudança.
Pensa nas vezes em que te queixas do que não funciona na sociedade, na Igreja e no mundo, sem te predispores a começar a mudar o que está mal em ti.
Ouve pela segunda vez o Evangelho pedindo a graça de limpares o teu olhar diante daqueles com quem vives e da realidade que habitas.
Jesus pede-te que olhes para dentro de ti, para reconheceres as tuas misérias. Se não conseguires ver os teus próprios defeitos, estarás sempre pronto a aumentar os dos outros.
Aprende com Jesus a mudar a ótica do olhar, para salvares não para condenares.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.